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IFMG sedia encontro nacional sobre inovação, financiamento e gestão de polos tecnológicos
O primeiro dia do III Encontro Nacional das Fundações de Apoio e Polos de Inovação (ENFAPI) da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica reuniu, nesta terça-feira (11), representantes do Ministério da Educação (MEC), Advocacia-Geral da União (AGU), polos de inovação, fundações de apoio e instituições da Rede Federal no Serpro ICT, em Belo Horizonte.
Promovido pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e pelo Ministério da Educação (MEC), o evento abriu espaço para debates sobre inovação pública, pesquisa aplicada, segurança jurídica e estratégias de fortalecimento dos polos de inovação em todo o país.
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Um quarteto de sopros do Campus Ouro Preto abriu o primeiro dia de evento e logo em seguida, a mesa de abertura do evento reuniu autoridades do IFMG e da educação profissional no país, entre elas o reitor do IFMG, Rafael Bastos; a diretora do Polo de Inovação do IFMG, Paloma Lima; o diretor da Fundação FAPIFMG, Leandro Conceição; o diretor de Desenvolvimento da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Charles Okama; e Sergio Pedini, diretor de Articulação e Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica (SETEC/MEC).

Segundo Paloma Lima, o Polo de Inovação do IFMG triplicou sua atuação nos últimos três anos. Em 2024, o polo captou R$ 12 milhões em projetos e, em 2025, R$ 10 milhões, além de conquistar o Selo Ouro da Embrapii, reconhecimento concedido às unidades de destaque no ecossistema de inovação. “Estamos consolidando o Polo como referência nacional em inovação e desenvolvimento tecnológico”, afirmou a gestora.
Em seu pronunciamento oficial, o reitor Rafael Bastos enfatizou o papel fundamental das instituições de ensino na promoção da transformação social e no contínuo avanço da inovação tecnológica no país. Ao discorrer sobre a missão da rede, o reitor pontuou. “Gosto de ressaltar que os institutos federais transformam vidas. O IFMG sente-se muito orgulhoso do selo ouro que o Polo de Inovação recebeu este ano, reconhecimento que reforça nosso compromisso com a excelência e o desenvolvimento de soluções que beneficiam toda a sociedade”, disse Bastos.
O diretor de Desenvolvimento da Rede Federal, Charles Okama, destacou os investimentos previstos para expansão dos polos de inovação e fortalecimento das parcerias institucionais. Segundo ele, serão destinados R$ 9 milhões para novos polos no IFPE, IF Sudeste MG e IFMT, além da previsão de um edital de R$ 50 milhões para financiamento de equipamentos. “Nosso objetivo é fortalecer a relação entre os polos de inovação e as instituições, envolvendo cada vez mais os estudantes”, afirmou Okama.
Abertura do evento traz palestra de Sérgio Pedini
Com o tema "Dez anos construindo pontes entre o conhecimento público e a inovação industrial", Sérgio Pedini (MEC/SETEC) palestrou sobre o cenário atual dos polos de inovação, os desafios institucionais e as perspectivas de expansão das ações de pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. Em sua apresentação, Pedini afirmou que o modelo Embrapii tem atuado como instrumento de indução à gestão profissional da inovação tecnológica, aproximando instituições públicas de ensino do setor produtivo em bases estruturadas, perenes e sustentáveis. Segundo ele, a Rede Federal passou de cinco unidades Embrapii em 2015 para 17 unidades ativas em 2026, consolidando a expansão territorial e o amadurecimento operacional dos polos de inovação.

Durante a palestra, Sérgio Pedini apresentou dados sobre a expansão dos polos de inovação e os investimentos em pesquisa aplicada na Rede Federal. Segundo ele, o Ministério da Educação (MEC) aportou R$ 634,6 milhões entre 2013 e 2025 em contratos de gestão voltados ao fortalecimento das unidades. Pedini também destacou o avanço da participação privada nas iniciativas, que alcançou 50,1% em 2025, além da ampliação da presença da Rede Federal nos contratos geridos pela Embrapii. “A Rede Federal deixou de atuar com experiências isoladas e passou a consolidar uma infraestrutura nacional de inovação integrada ao desenvolvimento industrial e tecnológico do país”, afirmou.
Programação da tarde reúne especialistas e debates sobre inovação nos Institutos Federais
Outro momento importante da programação foi a palestra da coordenadora da Equipe Nacional de Ciência e Tecnologia da AGU, Ludmila Meira Maia Dias, sobre captação, gestão e aplicação de receitas próprias das Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) públicas por fundações de apoio. A discussão trouxe reflexões sobre os instrumentos legais e administrativos necessários para ampliar a segurança jurídica e a eficiência na execução de projetos de inovação.

As discussões continuaram em uma mesa redonda sobre atividades conjuntas entre polos de inovação e fundações de apoio, com foco em questões legais relacionadas a DOA e bolsas. O debate foi mediado por Sergio Vicente de Azevedo, diretor do Polo de Inovação do IFSP, e reuniu representantes da AGU e da FUNETEC-PB. Ao longo do dia, o encontro também reforçou a importância da cooperação entre instituições da Rede Federal, fundações de apoio e órgãos públicos para impulsionar projetos estratégicos de inovação, desenvolvimento tecnológico e transformação digital.

Segundo dia debaterá financiamento, legislação e gestão dos polos de inovação
A programação desta terça-feira (12) dará continuidade às discussões sobre fortalecimento dos polos de inovação, com foco em financiamento, marco legal e estratégias de gestão.
Entre os destaques previstos está a participação de Igor Manhães Nazareth, diretor de inovação e relações institucionais da Embrapii, além do debate sobre a atualização da Lei 8.958/1994 e tributação de bolsas, reunindo procuradores federais, representantes do CONFIES e fundações de apoio.
O IFMG também terá participação de destaque na mesa “Como implementar um planejamento de desenvolvimento e gestão dos polos de inovação?”, mediada por Paloma Maira de Oliveira Lima, diretora do Polo de Inovação do IFMG.
A programação inclui ainda discussões sobre compras em fundações de apoio, capacitação para novos polos de inovação e utilização prática das Leis de TICs e da Lei do Bem em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
