Notícias
IFMG é parceiro no projeto de museu a céu aberto em Betim
A assinatura do Termo de Execução Descentralizada (TED), realizada no dia 29 de março, no Centro de Memória Luiz Verganin, marcou o início do processo de implantação do museu a céu aberto na Colônia Santa Isabel, em Betim. A iniciativa reúne o IFMG, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Prefeitura de Betim e representantes da comunidade local, com o objetivo de fortalecer ações de preservação da memória e valorização da história do território.
O evento contou com a presença da ministra Macaé Evaristo, do reitor, Rafael Bastos, do secretário municipal de Cultura de Betim, Thiago Flores, do prefeito de Betim, Heron Guimarães, da representante da Direção Nacional do Morhan, Inhana Olga Costa Souza, da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Maria do Carmo Lara, além de representantes da Colônia Santa Isabel, da Fhemig e demais participantes envolvidos na articulação do projeto.
O Campus Betim participa da execução do projeto, por meio do Núcleo de História Oral, que será responsável por ações voltadas ao registro das memórias locais. Entre as atividades previstas estão a realização de entrevistas com moradores e familiares, a organização de acervos e a produção de materiais audiovisuais e textos.
A participação do IFMG reforça o compromisso institucional com a comunidade e com a
construção de ações conectadas às demandas locais. A professora Martha Rebelatto, integrante do Núcleo de História Oral, destacou que o trabalho será conduzido com escuta atenta e respeitosa, considerando o cuidado necessário ao lidar com histórias tão marcantes. Segundo ela, “memória não é apenas informação: quando registrada com responsabilidade, ela se transforma em conhecimento, reconhecimento e aprendizagem coletiva”.
Colônia Santa Isabel
A Colônia Santa Isabel é reconhecida por sua trajetória histórica marcada pela política de internação compulsória de pessoas acometidas pela hanseníase, realidade vivida em diferentes regiões do Brasil ao longo do século XX. No local, muitas pessoas foram submetidas a separações familiares, isolamento e preconceito, como resultado de uma política pública que impactou milhares de brasileiros durante décadas.
A proposta do museu a céu aberto busca transformar o espaço em um ambiente de reconhecimento, educação e enfrentamento ao estigma. Durante a cerimônia, foi destacada a importância da memória como instrumento de dignidade e de compromisso com os direitos humanos. A iniciativa pretende reconhecer a Colônia não apenas como patrimônio arquitetônico, mas como um território de vida, vínculos e experiências humanas profundas.

