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Campus Ibirité passa a sediar polo do programa Poti para treinamento em Matemática
O IFMG - Campus Ibirité passa a integrar a rede de unidades presenciais do Programa Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo (Poti). A iniciativa é coordenada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), órgão responsável pela Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Em Minas Gerais, há apenas quatro polos presenciais do programa, e o campus foi selecionado por meio de edital anual.
O Poti oferece cursos de treinamento intensivo voltados a estudantes interessados em competições de matemática. A proposta é aprofundar conhecimentos e desenvolver habilidades necessárias para participação em olimpíadas científicas, com foco no raciocínio lógico e na resolução de problemas.
"A proposta é ampliar oportunidades, melhorar o desempenho escolar e incentivar o interesse pelas áreas científicas e tecnológicas."
Prof. Deberton Oliveira
No Campus Ibirité, está em andamento uma turma de Nível 2, composta por estudantes a partir do 8º ano do Ensino Fundamental, incluindo alunos do Ensino Médio da cidade. O conteúdo abrange quatro áreas: Combinatória, Geometria, Álgebra e Teoria dos Números. Com aulas semanais, a iniciativa inclui a realização de simulados, que auxiliam na preparação para competições.
Perspectivas
O professor Deberton Oliveira, responsável pela condução do polo, adianta que a ideia é criar novas turmas conforme o desenvolvimento das atividades e o aumento da demanda, incluindo níveis mais avançados, como o Nível 3, e também, a possibilidade de atendimento a estudantes do 6º e 7º anos, com turmas de Nível 1.
Uma consequência da iniciativa, segundo Deberton, é o incentivo à participação dos estudantes em olimpíadas de matemática ao longo de 2026. Entre elas, estão a Obmep, a Olimpíada Itabirana de Matemática (OIM), o Concurso Canguru de Matemática e a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira. Além disso, o polo presencial pode encaminhar estudantes para o Poti Virtual, destinado àqueles que não podem participar das aulas presenciais ou que não se enquadram na faixa etária atendida localmente.
Um desafio chamado Matemática
O professor Deberton Oliveira explica que a aprendizagem da matemática no Brasil ainda enfrenta obstáculos, especialmente no desenvolvimento do raciocínio lógico, da autonomia e da capacidade de resolver problemas. Apesar de iniciativas como a Obmep ampliarem o acesso às olimpíadas científicas, muitos estudantes não contam com preparação contínua.
Programas como o Poti buscam contribuir para a redução dessas dificuldades ao oferecer formação gratuita e estruturada. "A proposta é ampliar oportunidades, melhorar o desempenho escolar e incentivar o interesse pelas áreas científicas e tecnológicas", comenta. A expectativa é que os participantes obtenham melhores resultados em competições e que isso gere impactos positivos em suas trajetórias acadêmicas e na comunidade local.

